Obs.: geralmente uso o Goear.com para as músicas,
mas lá não tinha essa versão orquestrada,
por isso apelei para o Youtube.
mas lá não tinha essa versão orquestrada,
por isso apelei para o Youtube.
Assim, venci o campeonato da cidade pela segunda vez consecutiva. Mais do que isso: se no ano passado não tinha a expectativa de vencer, neste não tinha esperança de ficar entre os três primeiros. Vendo por esta perspectiva, a primeira rodada foi um excelente começo, na verdade, não poderia ter sido melhor.
Depois de tanto tempo escrevendo (agora já são 09:32; comecei a escrever, ao invés de ir dormir no final da madrugada, pelas 05:40), lembrei de algo que me veio à cabeça meses atrás e inclusive disse que escreveria aqui em outra oportunidade. Era sobre a partida contra a Beatriz Sulzbacher pelo GrandPrix, em que estive perdido e, ao invés de lamentar ou ficar irritado, decidi que deveria aceitar meu destino, fosse qual fosse; aceitar as implicações dos meus atos dignamente, não agir como a criança mimada que quer tudo a seu modo. Acabei conseguindo um empate e vencendo o match.
Esse pensamento me leva a uma história que conheci nos livros do Carlos Castaneda, em que numa certa tribo de guerreiros, quando um cometia um crime, a punição era a morte: ele deveria andar um morro abaixo, em direção ao mato, enquanto os outros lhe atiravam flechas pelas costas. No entanto, alguns guerreiros chegavam ao matagal intactos. Eram aqueles que andavam um passo firme e tranquilo, sem tentar fugir, sem olhar pra trás, sem medo. Seus juízes, aqueles que lhe atirariam as flechas, lhe absolviam da pena: sua dignidade e coragem o protegiam.
E até aqui me trouxeram os meus ventos e as minhas escolhas. Dessa vez não vou ficar tentando desvendar as fórmulas do sucesso, como no ano passado, nem vou começar a acreditar que tenho a obrigação de jogar muito bem (como ocorreu após o Zonal e me fez tão inseguro durante a semi-final do brasileiro). Pelo contrário, vou desligar o "diálogo interno" e praticar o não-pensar mais vezes: assim minha estupidez causa menos prejuízo.

Parabéns pela conquista Brandão!!! Tenho certeza que mais uma vez o título do citadino foi foi para as mãos do enxadrista mais preparado.
ResponderExcluirVitórias e derrotas fazem parte de todos nesse competitivo mundo do xadrez. Mas, fique certo de uma coisa: ao trilhar em busca da satisfação nesse mundo, não se pode dispensar a companhia do trabalho duro, da dedicação e da força de vontade.
Afinal de contas, como um dia já disse Albert Einstein, "O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário".
Abraço
Diego R. Sena Silveira- Aimax/Imbituba
Obrigado pela mensagem, Diego. Só não estou muito certo sobre o "enxadrista mais preparado" rs... acho mesmo que foi uma vitória "against all odds".
ResponderExcluirBoa sorte no trabalho em Imbituba!