Há poucas horas assisti a um filme que a Amanda encontrou chamado "Whatever works", cujo personagem principal ganha a vida dando aulas de xadrez - o que chamou à atenção dela na sinopse -, embora isso seja um adereço no roteiro. Com a cara do Woody Allen (90% do tempo diálogos/monólogos, ironia corrosiva sobre diversos temas e seu personagem se relacionando com mulheres 85 anos mais jovens), a moral da história parece ser "toda a forma de amor vale a pena", mas até chegar lá os personagens demonstram toda a sua hipocrisia e ilusão, o que me fez pensar mais sobre auto-engano como ponte para a felicidade do que a felicidade nos relacionamentos. Tantas pessoas eu conheço (tantas vezes eu mesmo) que precisam apegar-se a noções imprecisas da realidade - ou totalmente falsas - para poderem sentir-se plenas e passam se enganando por muito tempo antes de perceber que o remédio pode ser pior que a doença. Me parece que a realidade (exterior e interior), por adversa que seja, deve ser aceita e processada com honestidade pois o efeito agradável do auto-engano no curto prazo pode impor um preço alto no longo prazo: a mediocridade.
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No feriado do dia 15 de novembro viajei com a Amanda até Timbó, onde ela competiu na fase estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (15-17 anos). Ela não era favorita e sabia disso (na verdade eu avaliei-a como 3ª das 4 competidoras), mas conseguiu vencer as três partidas e vai para Goiás no mês que vem, disputar as Olimpíadas Escolares do Brasil.
Eu não poderei acompanhá-la desta vez, pois a delegação catarinense é composta por apenas um técnico para cada modalidade (que precisa possuir CREF), então teríamos que pagar custos altos demais. Enquanto ela estiver competindo por lá, eu estarei em Joinville na semifinal do Estadual 2010, minha última chance de conseguir vaga na final.

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E o Grand Prix está chegando ao fim, depois de longas 20 partidas desde fevereiro. Os últimos matches foram os mais interessantes e desafiadores para mim, já que apesar de não ter jogado muito bem a maior parte das partidas estava em condições de disputar o título. Seria necessário vencer o Kaiser Mafra por 2-0, o Marcelo Pomar por 2-0 e o Marcus Alves por 2-0, algo realmente difícil. O sonho acabou já no primeiro match, contra o Kaiser, quando após jogar bem e ganhar uma qualidade não consegui achar o plano certo e sofri com um rei deslocado. Na segunda acho que joguei ainda melhor, mas desta vez foi errando no cálculo em uma posição provavelmente ganhadora que eu joguei fora as chances de vencer e acabamos empatando.
Nessas condições, ainda poderia ser 3º colocado ao vencer o match contra o Pomar, e bem que fiz por merecer boa parte da 1ª partida, mas depois de bastante luta deixei passar um ganho óbvio no apuro de tempo e ofereci empate em uma posição com pouquíssimas perspectivas de vencer. A segunda partida foi ainda mais dramática, já que saí um pouco melhor da abertura mas perdi o fio no meio-jogo e acabei ficando inferior, em seguida perdendo uma qualidade. Passei a jogar no modo die hard com o par de bispos e as coisas ficaram mesmo embaralhadas no apuro de tempo mútuo que seguiu, mas felizmente pra mim ele manejou mal a situação e fez vários lances inferiores, me deixando acertar as poucas chances que eu tinha. Agora resta vencer o Marcus por qualquer placar em dezembro para terminar na 3ª posição, atrás do Kaiser e do Umetsubo.

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